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Engenheira da Embrapa alerta para queda no consumo de feijão e propõe medidas no Brasil

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Plantação de feijão em fazenda brasileira, ilustrando alerta da Embrapa sobre queda no consumo.

Em um artigo de opinião publicado recentemente, a engenheira agrônoma Shirley Menezes, coordenadora técnica da Embrapa Arroz e Feijão, alerta para a preocupante queda no consumo per capita de feijão no Brasil e propõe medidas concretas para reverter essa tendência, destacando o impacto cultural e econômico do alimento.

Queda no consumo per capita de feijão

Dados históricos do IBGE revelam uma redução significativa no consumo de feijão pelos brasileiros nas últimas décadas. Shirley Menezes aponta que o feijão, outrora um pilar da dieta nacional, vem perdendo espaço na mesa das famílias. Essa diminuição afeta não apenas a nutrição, mas também a economia de produtores rurais em estados como Paraná, Minas Gerais e Goiás, onde a produção se concentra.

Causas da redução nos hábitos alimentares

A urbanização acelerada e as mudanças nos hábitos alimentares contribuem para essa queda. O aumento no consumo de alimentos processados e a falta de tempo para cozinhar incentivam opções mais rápidas, deixando o feijão em segundo plano. Além disso, preços elevados do produto agravam o problema, tornando-o menos acessível para muitos consumidores brasileiros.

Importância cultural e econômica do feijão

O feijão representa mais do que um alimento essencial; ele carrega um valor cultural profundo na identidade brasileira. Economicamente, sua produção sustenta milhares de produtores rurais e contribui para a segurança alimentar do país. Menezes enfatiza que reverter a tendência é crucial para preservar esses aspectos, beneficiando tanto consumidores quanto o setor agrícola.

Estratégias propostas para reversão

A autora sugere campanhas de conscientização para educar a população sobre os benefícios nutricionais do feijão. Incentivos à produção, como subsídios governamentais, podem ajudar a reduzir custos e aumentar a oferta. Além disso, inovações em produtos, como feijão pré-cozido ou em novas receitas, facilitariam o consumo diário.

Parcerias público-privadas como solução

Parcerias entre governo, produtores rurais e setor privado surgem como uma estratégia chave. Essas colaborações poderiam financiar pesquisas e promover o feijão em mercados internacionais. Menezes defende que ações conjuntas fortalecem a cadeia produtiva e incentivam o retorno do feijão à dieta cotidiana dos brasileiros.

Perspectivas para o futuro

Com a implementação dessas medidas, o Brasil pode recuperar o consumo per capita de feijão e valorizar seu papel na alimentação saudável. A participação ativa de consumidores brasileiros e do governo será essencial para o sucesso. Em 18 de fevereiro de 2026, especialistas como Menezes continuam a defender iniciativas que unam tradição e inovação para um futuro mais nutritivo.

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