Rebanho bovino dos EUA cai para menor nível desde 1951 devido à seca, revela USDA

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Paisagem seca no Nordeste brasileiro com rebanho bovino afetado pela seca, ilustrando declínio na pecuária devido a condições climáticas adversas.

O rebanho bovino dos Estados Unidos diminuiu para o menor tamanho desde 1951, com apenas 86,2 milhões de cabeças registradas em 1º de janeiro de 2026, conforme relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) publicado em 30 de janeiro. Essa queda de 0,4% em relação ao ano anterior afeta pecuaristas americanos e consumidores, impulsionada principalmente por seca persistente nos estados do oeste. Especialistas como Rich Nelson, estrategista-chefe da Allendale, alertam para impactos duradouros nos preços da carne bovina.

Causas da redução no rebanho

A seca nos estados do oeste dos Estados Unidos tem afetado severamente as pastagens, elevando os custos de alimentação para o gado. Pecuaristas, diante dessas condições adversas, optaram por reduzir seus rebanhos, enviando mais animais para abate em vez de priorizar a reprodução. Essa estratégia reflete uma resposta imediata à escassez de recursos, mas compromete o futuro da produção bovina no país.

Detalhes do relatório do USDA

O relatório anual do USDA, divulgado na última sexta-feira, confirma a contagem de 86,2 milhões de cabeças de gado em 1º de janeiro de 2026. Essa marca representa o menor rebanho bovino desde 1951, destacando uma tendência de declínio contínuo. Os dados abrangem todo o território dos Estados Unidos, com ênfase nos impactos regionais causados por condições climáticas extremas.

Impactos nos pecuaristas e na economia

Pecuaristas americanos enfrentam desafios crescentes devido aos altos custos de manutenção dos rebanhos em meio à seca. Muitos optaram por vender animais para abate para mitigar perdas financeiras, o que acelera a redução do rebanho nacional. Essa dinâmica afeta não apenas a produção interna, mas também o equilíbrio econômico do setor agropecuário nos Estados Unidos.

Consequências para os consumidores

Consumidores dos EUA podem esperar preços da carne bovina elevados por um período prolongado. A diminuição do rebanho limita a oferta de carne no mercado, pressionando os valores de varejo. Especialistas preveem que a recuperação total demandará tempo, influenciando o orçamento familiar e as escolhas alimentares.

Perspectivas futuras segundo especialistas

Os preços da carne bovina provavelmente permanecerão elevados por mais dois anos, porque esse é o tempo que levaria para criar gado pronto para abate, se os pecuaristas começarem a reconstruir seus rebanhos.

Rich Nelson, estrategista-chefe da Allendale, destaca a lentidão na recuperação do rebanho bovino. Ele observa que o ciclo de criação de gado exige pelo menos dois anos para produzir animais prontos para o mercado.

Não há sinais de uma reconstrução de verdade.

Nelson ainda ressalta a ausência de indícios de uma reconstrução significativa dos rebanhos, sugerindo que a seca persistente continua a inibir investimentos no setor. Essa visão reforça a necessidade de monitoramento contínuo das condições climáticas nos estados do oeste para prever mudanças no cenário agropecuário dos Estados Unidos.

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