Renné Senna, ex-lavrador de origem humilde, mudou radicalmente sua vida ao conquistar sozinho o prêmio da Mega-Sena em julho de 2005, embolsando cerca de R$ 52 milhões. Meses depois, ele adquiriu a Fazenda Nossa Senhora da Conceição em Rio Bonito, no Rio de Janeiro, por aproximadamente R$ 9 milhões e investiu no agronegócio com 846 cabeças de gado. A trajetória, marcada por ambição rural, terminou de forma violenta em janeiro de 2007, quando o ganhador foi assassinado a tiros.
O prêmio milionário e os investimentos rurais
Após receber o valor, Renné Senna direcionou parte da fortuna para a compra da propriedade em Rio Bonito e para a modernização da infraestrutura rural. Ele adquiriu máquinas, veículos e expandiu a pecuária, demonstrando o desejo de retornar às raízes do campo e preservar o patrimônio no setor agropecuário. Esses passos refletiram uma estratégia clara de diversificação dos recursos obtidos com o sorteio.
O crime e as disputas patrimoniais
Em janeiro de 2007, Renné Senna foi morto a tiros em um bar próximo à fazenda. As investigações apontaram que o homicídio esteve ligado a uma disputa sobre a fortuna acumulada. Sua esposa, Adriana Almeida, foi condenada como mandante do crime, motivada por questões patrimoniais envolvendo os bens adquiridos após o prêmio da Mega-Sena.
O leilão judicial da propriedade
Com a condenação, a Fazenda Nossa Senhora da Conceição passou por processo de leilão judicial, alterando o destino dos investimentos realizados por Renné Senna. O caso ilustra como o ganho inesperado de recursos pode gerar conflitos que afetam não apenas a vida do vencedor, mas também o futuro dos bens construídos com o prêmio.