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Mighty Earth expõe riscos de desmatamento ilegal em JBS, Marfrig e Minerva na Amazônia

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Área de desmatamento ilegal na Amazônia brasileira com árvores cortadas e gado pastando, destacando riscos ambientais em frigoríficos.

Relatório expõe riscos de desmatamento ilegal na Amazônia

Um relatório da ONG Mighty Earth, divulgado em 15 de janeiro de 2026, revela que os frigoríficos JBS, Marfrig e Minerva estão expostos a riscos de desmatamento ilegal em cerca de 2 milhões de hectares no Pará, na Amazônia Legal, Brasil. A análise aponta conexões entre essas empresas e mais de 1.200 fazendas fornecedoras com irregularidades ambientais, incluindo embargos do Ibama. O documento destaca a expansão da pecuária como principal vetor de desmatamento na região entre 2019 e 2025.

Detalhes da análise

A Mighty Earth utilizou dados de satélite, registros públicos e mapeamento da cadeia de suprimentos para identificar as ligações. Fazendas irregulares, muitas sob embargo do Ibama ou envolvidas em ações do MPF, fornecem gado aos frigoríficos. O relatório enfatiza a insuficiência no monitoramento de fornecedores indiretos, o que permite a continuidade do desmatamento ilegal.

Segundo o documento, o Pará concentra grande parte dessas atividades, com impactos significativos na Amazônia Legal. A pecuária bovina impulsiona a conversão de florestas em pastagens, agravando a perda de biodiversidade. Os dados cobrem irregularidades ambientais detectadas ao longo de seis anos, até 2025.

Respostas das empresas

Investimos em tecnologias como blockchain para rastrear a origem do gado e garantir conformidade com as leis ambientais.

A declaração acima, atribuída à JBS, reflete os esforços da empresa para mitigar riscos. No entanto, o relatório questiona a efetividade dessas medidas, especialmente em relação a fornecedores indiretos. Marfrig e Minerva não emitiram respostas imediatas no documento, mas o setor como um todo enfrenta pressão por maior transparência.

Recomendações e implicações

Os frigoríficos precisam ir além das promessas e implementar sistemas que eliminem o desmatamento de toda a cadeia.

A citação de Nicolette Hahn Niman, especialista em pecuária sustentável, resume as demandas do relatório. A Mighty Earth insta por ações concretas, como auditorias independentes e exclusão de fornecedores irregulares. Essas medidas visam alinhar a indústria com compromissos ambientais globais.

Contexto histórico e perspectivas

Historicamente, o desmatamento na Amazônia Legal tem sido impulsionado pela pecuária, com picos registrados entre 2019 e 2025. Em 2026, ano atual, espera-se maior escrutínio regulatório do Ibama e MPF. O relatório serve como alerta para investidores e consumidores sobre os riscos associados aos frigoríficos JBS, Marfrig e Minerva.

A análise da Mighty Earth reforça a necessidade de monitoramento robusto para combater o desmatamento ilegal. Com 2 milhões de hectares em risco, o documento pode influenciar políticas públicas e práticas corporativas no Pará. Futuras atualizações dependerão da resposta do setor à essas revelações.

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