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Governo do RS autoriza primeira fábrica de fertilizante fosfatado do estado

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Foto: Divulgação
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O governo do Rio Grande do Sul autorizou a operação da primeira fábrica de fertilizante fosfatado natural do estado, por meio do Projeto Fosfato Três Estradas da Águia Fertilizantes S.A. A medida, concedida recentemente, marca o início de uma nova etapa para o setor de insumos agrícolas na região sul do país. A produção deve começar ainda em 2026, com meta inicial de 70 mil toneladas anuais e capacidade de chegar a 150 mil toneladas por ano.

Detalhes da instalação e cronograma

A unidade principal será instalada em Caçapava do Sul, com integração posterior a uma mina localizada em Lavras do Sul. O projeto prevê o aumento da capacidade para 300 mil toneladas anuais já em 2027. O governador em exercício Gabriel Souza destacou que o fosfato representa um recurso estratégico para o agronegócio gaúcho e nacional.

Benefícios para o agronegócio brasileiro

A iniciativa busca reduzir a dependência do Brasil de importações de fertilizantes, que atualmente representam cerca de 85% do consumo interno. Essa vulnerabilidade expõe o setor a oscilações cambiais, conflitos geopolíticos e desafios logísticos. Produtores rurais poderão contar com um insumo produzido localmente, o que tende a estabilizar custos e garantir maior previsibilidade no planejamento das safras.

O Rio Grande do Sul possui riquezas naturais importantes e uma das principais delas é o fosfato, insumo essencial para o setor primário e para o agronegócio. Esse investimento representa um avanço para que o Estado comece a produzir aqui um produto estratégico, reduzindo a dependência de importações e os custos para os produtores.

Gabriel Souza

Perspectivas de expansão regional

Com a operação em fase inicial, o projeto deve gerar efeitos positivos na cadeia produtiva do estado, desde a extração até a distribuição do fertilizante. A Águia Fertilizantes S.A. planeja ampliar as atividades nos próximos anos, consolidando o Rio Grande do Sul como polo produtor de fosfato natural. A expectativa é que a medida contribua para o fortalecimento da autonomia brasileira no fornecimento de insumos essenciais ao campo.

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