Até 12 de junho de 2026, a semeadura do trigo na safra 2026 alcançava 59,5% da área prevista no Brasil. A Conab e o USDA projetam uma área total de 2,117 milhões de hectares e produção estimada em 6,296 milhões de toneladas, ambos os indicadores em queda em relação ao ciclo anterior. Produtores dos principais estados acompanharam o ritmo de plantio sob condições climáticas variáveis.
Avanço regional da semeadura
A semeadura já foi concluída em Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás. No Paraná, principal produtor, o plantio atingiu 78% da área, enquanto na Bahia chegou a 60%. No Rio Grande do Sul o índice ficou em 36% e em Santa Catarina apenas 7,3%. Interrupções pontuais ocorreram por baixa umidade no Rio Grande do Sul e falta de chuva em São Paulo.
Os dados refletem o acompanhamento técnico realizado por órgãos oficiais e cooperativas locais. A redução gradual do ritmo de plantio em algumas regiões gerou ajustes nas estimativas iniciais divulgadas no início do ano.
Fatores que explicam a queda
A menor atratividade do trigo em comparação com outras culturas de inverno motivou a redução de área, tecnologia e uso de sementes próprias, principalmente no Paraná e no Rio Grande do Sul. Agricultores optaram por alternativas mais rentáveis diante dos custos de produção e das projeções de mercado. A Conab destaca que a decisão afeta diretamente o volume colhido na safra 2026.
Perspectivas para o setor
Os próximos meses serão decisivos para o fechamento da área plantada e para eventuais revisões nas estimativas de produção. Técnicos da Conab e do USDA continuam monitorando as condições climáticas e os preços internacionais do cereal. O cenário atual indica cautela por parte dos produtores diante das incertezas econômicas.