O setor avícola brasileiro pode registrar perdas anuais de até R$ 3 bilhões em razão das condenações de carcaça, problema que atinge diretamente a rentabilidade dos abatedouros e das granjas. Especialistas apontam que esses descartes resultam de uma combinação de fatores sanitários, nutricionais e de manejo que afetam a qualidade das aves antes do abate.
Causas multifatoriais das condenações
As condenações são de caráter multifatorial e estão associadas a enfermidades, falhas nutricionais, ambientes de produção inadequados, deficiência no bem-estar animal e problemas no manejo pré-abate. Um abatedouro que processa 250 mil aves por dia pode condenar 5 mil aves diariamente quando a taxa atinge 2%.
Nós temos um índice de condenação que varia muito, mas que pode chegar a 2% ou mais em alguns lotes. Quando a gente pensa em um abatedouro que processa 250 mil aves por dia, 2% representa 5 mil aves condenadas diariamente.
Eliane Junqueira Horning
Impacto financeiro no setor
Considerando um peso médio de carcaça de 2,5 kg e valor de R$ 6 por kg, um único abatedouro pode perder R$ 75 mil por dia. Projetado para 365 dias, o prejuízo anual por unidade ultrapassa R$ 27 milhões, e o impacto no setor inteiro pode atingir R$ 3 bilhões anuais.
Se considerarmos um peso médio de carcaça de 2,5 kg e um valor de R$ 6 por kg, estamos falando de R$ 75 mil por dia só em um abatedouro. Multiplicando por 365 dias, chegamos a valores que podem ultrapassar R$ 27 milhões anuais por unidade. Quando projetamos para todo o setor, o prejuízo pode chegar a R$ 3 bilhões por ano.
Eliane Junqueira Horning
Estratégias para reduzir perdas
Especialistas destacam que o controle deve começar no campo, com ações integradas que envolvam toda a cadeia produtiva. O segredo está no manejo correto desde o campo. Isso inclui controle sanitário rigoroso, nutrição balanceada, ambiência adequada nas instalações e treinamento das equipes. Quanto mais próximo da realidade de campo a empresa estiver, menores serão os índices de condenação.
O segredo está no manejo correto desde o campo. Isso inclui controle sanitário rigoroso, nutrição balanceada, ambiência adequada nas instalações e treinamento das equipes. Quanto mais próximo da realidade de campo a empresa estiver, menores serão os índices de condenação.
Eliane Junqueira Horning