Apostar exclusivamente na silagem de milho para engordar o gado representa uma armadilha frequente na pecuária de corte, já que a forragem isolada não fornece proteína suficiente para alcançar ganhos médios diários superiores a 1,5 kg. Especialistas alertam que essa prática, comum em fazendas de diversas regiões, incluindo a Serra Gaúcha, gera desequilíbrios nutricionais que comprometem o desempenho dos animais. Produtores rurais e consultores do setor destacam a necessidade de ajustar as dietas para evitar perdas econômicas.
Desequilíbrio nutricional causado pela silagem
A silagem de milho, embora rica em amido, apresenta apenas 6 a 7% de proteína bruta, quantidade inferior à exigência de 12 a 14% na dieta total para terminação acelerada. Esse déficit provoca desequilíbrio ruminal, reduz a eficiência digestiva e resulta em animais com gordura precoce, porém sem estrutura muscular adequada. Zootecnistas como Rogério Coan e produtores como Roque Zeniar observam que o problema se repete em sistemas que dependem unicamente dessa forragem.
Consequências para o desempenho do rebanho
Quando a proteína fica abaixo do nível recomendado, o gado apresenta menor conversão alimentar e crescimento mais lento, elevando os custos de produção na pecuária de corte. Consultores recomendam a inclusão de fontes proteicas complementares para corrigir o desequilíbrio e atingir metas de ganho de peso mais elevadas. A prática de suplementação adequada evita gargalos metabólicos que afetam tanto a saúde dos animais quanto a rentabilidade das fazendas.
Estratégias para otimizar a terminação
Especialistas sugerem formular dietas completas que combinem a silagem de milho com ingredientes ricos em proteína, garantindo o equilíbrio necessário para o desenvolvimento muscular. Essa abordagem permite alcançar ganhos médios diários superiores a 1,5 kg de forma sustentável. A atenção às exigências nutricionais representa um passo essencial para modernizar a pecuária de corte e reduzir perdas evitáveis.