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Lagarta-do-cartucho causa perdas de até 60% na produção de milho no Brasil

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Lagarta-do-cartucho é uma das piores pragas agrícolas e atinge mais de 200 culturas Foto: Marina Pessoa
Lagarta-do-cartucho é uma das piores pragas agrícolas e atinge mais de 200 culturas Foto: Marina Pessoa

Produtores de milho em várias regiões do Brasil enfrentam perdas significativas causadas pela lagarta-do-cartucho, praga que ataca a cultura desde o início do desenvolvimento até a formação das espigas e pode reduzir a produtividade em até 60%. A Spodoptera frugiperda é especialmente ativa nos estados da Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia e Tocantins, onde o clima mais quente e seco tem favorecido sua proliferação. Especialistas alertam que o manejo tardio permite que os danos alcancem as espigas, comprometendo não apenas a quantidade, mas também a qualidade dos grãos.

Sintomas e danos da lagarta-do-cartucho

Os primeiros sinais da infestação incluem folhas raspadas e presença de fezes no cartucho da planta. À medida que avança, a lagarta se protege dentro da estrutura do milho, tornando o controle mais difícil e permitindo que atinja diretamente as espigas. Essa progressão resulta em grãos perfurados, má formação e maior suscetibilidade à entrada de fungos, o que reduz o valor comercial da produção.

Bruno Vilarino, gerente de produtos da ORÍGEO, destaca que a maioria dos produtores só identifica o problema quando os danos já estão nas espigas. Ele explica que o prejuízo vai além da produtividade, pois compromete a qualidade final do produto em anos de clima quente e seco.

Na maioria das vezes, o produtor só percebe a infestação quando os danos já chegaram às espigas. Nesses casos, o prejuízo vai muito além da produtividade. Grãos perfurados, má formação e maior entrada de fungos comprometem também a qualidade final. Em anos de clima mais quente e seco, essa realidade tende a piorar, porque as condições favorecem o desenvolvimento da praga no campo.

Bruno Vilarino

Importância do manejo precoce

Especialistas da Embrapa e da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL, reforçam que o controle deve ser realizado no momento adequado para evitar prejuízos maiores. A UPL Brasil participa de ações de conscientização junto aos agricultores sobre a necessidade de monitorar as lavouras desde o início do ciclo. Quando a praga atinge a espiga, o produtor já registra perdas financeiras, segundo Vilarino.

Quando a Spodoptera chega à espiga significa que o produtor já começou a perder dinheiro. Por isso, o segredo é agir cedo e entrar com o manejo na hora certa.

Bruno Vilarino

Pilares para alta produtividade

O manejo integrado, que combina monitoramento constante, aplicação oportuna de defensivos e práticas culturais adequadas, é apontado como essencial para proteger as lavouras. Esses pilares, se bem executados, favorecem alta produtividade com qualidade superior dos grãos. A colaboração entre produtores, Embrapa e empresas como a ORÍGEO busca reduzir os impactos da praga em todo o território nacional.

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