Os futuros da soja na Bolsa de Chicago registraram altas de 13 a 13,75 pontos na tarde de quarta-feira, 22 de julho de 2026. O contrato de novembro atingiu US$ 12,36 por bushel, enquanto o de janeiro de 2027 chegou a US$ 12,50 por bushel, renovando máximas de mais de dois meses. Investidores e traders acompanharam de perto o movimento, que ocorreu por volta das 13h50 no horário de Brasília e foi influenciado por ganhos anteriores no trigo.
Conflitos no mar negro elevam volatilidade
A escalada de tensões entre Ucrânia e Rússia contribuiu para o avanço das cotações. Ataques ucranianos a embarcações russas no Mar Negro e no Mar de Azov aumentaram a preocupação com o fluxo de commodities agrícolas na região. Traders monitoram possíveis interrupções no fornecimento, o que adiciona suporte aos preços da soja na CBOT.
A demanda global, especialmente da China, permanece sob observação constante. Qualquer sinal de redução nas importações pode alterar o ritmo das altas atuais. Analistas da Agrinvest Commodities destacam que o cenário geopolítico exige cautela por parte dos participantes do mercado.
Clima e suporte técnico reforçam ganhos
Além dos fatores geopolíticos, previsões meteorológicas no Cinturão Agrícola dos Estados Unidos influenciam as decisões de compra. Condições climáticas adversas podem afetar a safra americana e reforçar o suporte técnico já observado nos gráficos. O movimento de alta foi intensificado após os ganhos do trigo, demonstrando correlação entre as commodities.
Os contratos futuros seguem sendo acompanhados de perto por investidores que buscam proteger posições diante da incerteza. A combinação de elementos técnicos e externos mantém o mercado em alerta até o fechamento da semana.