Agricultura

Sumitomo defende crédito rural generoso para evitar crise no campo brasileiro

157

Enquanto muitas empresas do setor agrícola restringem o crédito aos produtores rurais, a Sumitomo Chemical, uma das maiores indústrias de defensivos agrícolas do mundo, adota uma abordagem oposta, priorizando o apoio aos agricultores para manter a cadeia produtiva ativa.

Marcelo Gavazzi, gerente de Tesouraria e Risco da Sumitomo, destacou essa estratégia durante um painel no Agrolend Day, evento realizado em São Paulo. Ele enfatizou a importância de remunerar o produtor rural, argumentando que, sem isso, toda a economia sofre impactos, desde a alimentação até o vestuário e bebidas.

Um caso emblemático é o Rio Grande do Sul, onde os agricultores enfrentam quatro quebras de safra consecutivas, com perspectivas desafiadoras para a temporada 2025/26 devido à influência da La Niña. Gavazzi reconheceu os riscos de inadimplência, mas defendeu que a empresa deve contribuir para resolver a crise, em vez de agravá-la, mesmo que isso signifique prazos mais longos para recebimentos.

Para viabilizar as parcerias no estado gaúcho, a Sumitomo está oferecendo prazos de pagamento estendidos, chegando a quase duas safras. Em vez dos habituais 210 dias, a companhia trabalha com até 500 dias no Rio Grande do Sul, permitindo que os produtores continuem plantando sem interrupções.

Além dos prazos flexíveis, Gavazzi defendeu uma visão mais ampla do financiamento via barter, criticando fornecedores que o veem apenas como proteção contra recuperações judiciais. Para ele, o barter é essencial para que os produtores gerenciem riscos, travando custos de produção e usando commodities como moeda de troca.

Na visão da Sumitomo, essa ferramenta ajuda a evitar que os agricultores considerem opções como recuperação judicial, promovendo uma gestão sustentável. Gavazzi afirmou que a empresa não pretende abandonar o mercado gaúcho e planeja investir na região, garantindo a continuidade dos negócios.

No Brasil, os negócios agrícolas da Sumitomo faturam cerca de US$ 1 bilhão, e o grupo é proprietário da Agro Amazônia, uma das redes de revendas mais eficientes do país, o que reforça sua posição no setor.

Conteúdos relacionados

Foto: Divulgação
AgriculturaCaféEventos

Prazo para inscrição no 24º Concurso Café Qualidade Paraná termina em 5 dias

O prazo para inscrições de produtores paranaenses no 24º Concurso Café Qualidade...

Exposição ao frio causa escurecimento da polpa da manga, comprova estudo
AgriculturaEconomiaPecuária

Canetas emagrecedoras reduzem consumo de ultraprocessados e impulsionam proteína no Paraná

A febre das canetas emagrecedoras está modificando os hábitos alimentares dos brasileiros,...

Exposição ao frio causa escurecimento da polpa da manga, comprova estudo
AgriculturaMundoPecuária

Ministro da Agricultura recebe embaixador do México para ampliar cooperação agropecuária

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu na quinta-feira,...

Vinhedos de champagne na França sob calor recorde
AgriculturaClimaMundo

Calor recorde na França altera perfil do champagne em 2026

O calor recorde registrado na França durante o verão de 2026 elevou...