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Temperatura da água afeta ganho de peso em bovinos de corte

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Gado bebendo água em um cocho na fazenda Beetaloo. Foto: Beetaloo
Gado bebendo água em um cocho na fazenda Beetaloo. Foto: Beetaloo

Pecuaristas brasileiros das regiões do Centro-Oeste, Matopiba e áreas de inverno rigoroso precisam prestar atenção à temperatura da água oferecida aos bovinos de corte. Estudos técnicos destacam que a neutralidade térmica entre 15°C e 24°C é essencial para evitar perdas de desempenho. Quando a água sai dessa faixa, os animais sofrem choques térmicos que afetam a digestão e o consumo de matéria seca.

Impacto da temperatura no rúmen e na produtividade

A bioclimatologia aplicada à pecuária mostra que desvios térmicos alteram a fisiologia ruminal dos bovinos. Água muito fria ou muito quente força o organismo a gastar energia para regular a temperatura interna, reduzindo o ganho médio diário. Em regiões com variações climáticas acentuadas, esse desperdício energético compromete diretamente os índices de produtividade dos rebanhos.

Além disso, o consumo voluntário de água diminui quando a temperatura não é adequada, o que limita a ingestão de alimentos. Nutricionistas recomendam monitorar constantemente os bebedouros para manter a faixa ideal e preservar a eficiência alimentar dos animais.

Práticas de manejo recomendadas para pecuaristas

O uso de poços artesianos combinado com sombreamento de bebedouros ajuda a estabilizar a temperatura da água durante o dia. A renovação contínua do líquido também evita aquecimento excessivo e mantém a qualidade do recurso. Essas medidas simples integram-se ao manejo diário sem exigir grandes investimentos.

Em áreas de inverno rigoroso, aquecedores controlados podem ser empregados com moderação para evitar extremos. A adoção dessas estratégias permite maximizar o consumo de água e matéria seca, resultando em melhor conversão alimentar e maior ganho de peso.

Benefícios econômicos da neutralidade térmica

Manter a água na faixa de neutralidade térmica contribui para reduzir custos com nutrição e aumentar a eficiência dos sistemas de produção. Pecuaristas que aplicam essas recomendações observam ganhos consistentes no desempenho dos animais ao longo do ciclo produtivo. A atenção a esse detalhe do manejo representa uma vantagem competitiva para a pecuária brasileira.

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