O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral, determinou na segunda-feira (12/10/2026) a remoção imediata de publicações que compartilhavam um vídeo manipulado sobre um ato de apoio a Luiz Inácio Lula da Silva na Avenida Paulista, em São Paulo. O material, que circulava desde sábado (10/10/2026), misturava imagens reais do evento com uma gravação antiga feita no Chile, na qual uma mulher aparece cheirando um pó branco. A decisão foi tomada no contexto do segundo turno da eleição presidencial e visa impedir que o conteúdo induza eleitores ao erro.
Detalhes da decisão judicial
O vídeo falso foi divulgado em perfis de Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Pablo Marçal e do deputado Rony Gabriel, além da página @sociedadeemfatos no Facebook e no Instagram. O ministro concedeu prazo de 24 horas para que os responsáveis excluíssem as postagens. Caso o prazo não seja cumprido, a Meta deverá remover o material e informar a identidade do administrador da página mencionada.
A determinação considera que o conteúdo configura desinformação eleitoral, pois associa de forma enganosa o ato político a uma cena de consumo de substância ilícita. A gravação original da mulher foi produzida no Chile e não tem relação com o evento realizado no domingo (11/10/2026) na capital paulista.
Medidas contra a desinformação
A ordem judicial reforça o papel do TSE no combate a materiais que possam influenciar indevidamente o eleitorado. Perfis vinculados a políticos do PL e a Pablo Marçal foram citados explicitamente na decisão, o que amplia o alcance da medida para diferentes plataformas digitais. A empresa Meta, responsável pelas redes sociais envolvidas, recebeu instruções claras para agir em caso de descumprimento.
Até o momento, não há registro de manifestação oficial dos citados sobre o cumprimento da determinação. O caso ilustra o uso crescente de ferramentas de edição para criar conteúdos que misturam elementos autênticos e falsos, dificultando a identificação imediata da manipulação por parte do público.