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Unesp e Ceplac elevam produtividade do cacau em até 32% com genética e nutrição

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Foto: Divulgação
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Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em parceria com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) demonstrou que a integração entre melhoramento genético e manejo nutricional pode elevar em até 32% a produtividade do cacau. A pesquisa foi realizada na Estação Experimental Frederico Afonso, em Rondônia, e avaliou o desempenho de 25 cultivares em condições de solo de baixa fertilidade e sob pressão da vassoura-de-bruxa. Os resultados indicam caminhos concretos para tornar o cultivo mais eficiente e menos dependente de defensivos agrícolas.

Metodologia da pesquisa

Os cientistas analisaram a absorção e o equilíbrio de nutrientes como fósforo, potássio, cálcio e magnésio em diferentes clones de cacau. Dois clones se sobressaíram ao apresentar maior eficiência na utilização desses elementos mesmo em solos pobres. O experimento buscou identificar variedades capazes de manter a produtividade sem demandar quantidades elevadas de fertilizantes ou aplicações constantes de defensivos.

Principais descobertas

A combinação de seleção genética com ajustes nutricionais permitiu que as plantas resistissem melhor à vassoura-de-bruxa, doença que historicamente causa grandes perdas na lavoura cacaueira. Os clones destacados demonstraram capacidade superior de absorver e equilibrar os nutrientes essenciais, resultando em maior vigor e produção de frutos. Essa abordagem reduz a necessidade de intervenções químicas e contribui para sistemas de cultivo mais equilibrados.

Impactos para a sustentabilidade

A pesquisa reforça a importância de estratégias integradas para aumentar a eficiência da cultura do cacau no Brasil. Ao diminuir a dependência de defensivos e melhorar o aproveitamento de nutrientes em solos de baixa fertilidade, o método oferece alternativas viáveis para produtores que enfrentam desafios fitossanitários e econômicos. Os resultados abrem perspectiva para ampliar a adoção de práticas sustentáveis em regiões produtoras como Rondônia.

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