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Uso de defensivos agrícolas no Brasil cresce 7,6% em 2025 e supera 2,6 bilhões de hectares

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O uso de defensivos agrícolas nas lavouras brasileiras registrou um aumento de 7,6% na Área Potencial Tratada em 2025, alcançando mais de 2,6 bilhões de hectares protegidos. O levantamento realizado pela Kynetec Brasil a pedido do Sindiveg revela que os produtores agrícolas intensificaram a aplicação de tecnologias de defesa vegetal, especialmente nos cultivos de soja, milho e algodão. A métrica PAT considera tanto a quantidade de aplicações quanto o número de produtos utilizados, refletindo a intensidade do emprego dessas soluções no campo.

Condições adversas no início do ano

O primeiro semestre de 2025 foi marcado por condições climáticas desfavoráveis e pela retração nos preços das commodities, o que reduziu temporariamente o ritmo de investimentos em insumos. Mesmo assim, os agricultores mantiveram o foco na proteção das lavouras para preservar a produtividade. A recuperação gradual dos preços dos defensivos, como o glifosato, contribuiu para sustentar o uso dessas ferramentas ao longo do período.

Distribuição regional e recuperação posterior

As regiões com maior concentração do uso de defensivos agrícolas foram Mato Grosso e Rondônia, que responderam por 33% do total nacional. Em seguida aparecem os estados da BAMATOPIPA com 18%, o eixo São Paulo e Minas Gerais com 13% e os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina com 11%. A ampliação da área cultivada e a valorização dos preços dos insumos impulsionaram a retomada no segundo semestre, permitindo que o volume total de Área Potencial Tratada superasse as expectativas iniciais.

Principais cultivos e tendências

A soja, o milho e o algodão concentraram a maior parte das aplicações de defensivos agrícolas, refletindo a importância desses cultivos para a produção nacional. O crescimento registrado demonstra a busca contínua dos produtores por tecnologias que assegurem a sanidade das plantações diante de desafios sanitários e climáticos. Os dados indicam que o setor segue investindo em práticas que combinam eficiência e proteção da produção agrícola brasileira.

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