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Alta no mercado de milho brasileiro desperta otimismo entre produtores

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O mercado de milho registrou uma alta na bolsa brasileira, impulsionada pelo foco nos fundamentos internos e pelo avanço das exportações. Mesmo sem a referência da bolsa de Chicago, devido ao feriado nos Estados Unidos, os preços futuros apresentaram valorização. O dólar operou com uma leve alta ao longo do dia, enquanto a oferta restrita no mercado físico manteve o ritmo firme das negociações, com produtores optando por vender apenas volumes pontuais.

No cenário externo, o ambiente permanece positivo, conforme análise da TF Agroeconômica. A Anec ajustou a projeção de embarques para novembro, apontando um recuo mensal de 3,93%. Apesar dessa correção, o volume previsto ainda supera em 7,38% o registrado no mês anterior e em 24,19% o observado no mesmo período de 2024, reforçando o otimismo quanto ao desempenho das exportações brasileiras.

Esses fatores contribuíram para que os contratos futuros encerrassem o pregão em alta na B3. O vencimento de janeiro de 2026 fechou a 72,99 reais, com um avanço de 1,03 real no dia e um ganho de 2,10 reais na semana. Já o contrato de março de 2026 chegou a 74,68 reais, registrando uma elevação diária de 0,96 real e semanal de 2,40 reais.

O vencimento de maio de 2026 encerrou cotado a 74,09 reais, após uma alta de 0,91 real no dia e de 2,50 reais na semana, de acordo com dados da TF Agroeconômica. Essa movimentação reflete uma recuperação parcial dos preços, que reverteram quase metade da queda observada nas últimas duas semanas, especialmente após a divulgação das estimativas do relatório mensal do USDA.

Em uma única sessão, na última quarta-feira, os preços do milho demonstraram resiliência, com os fundos de investimento agora atentos às condições climáticas e ao estado das safras sul-americanas. Essa atenção pode influenciar as negociações futuras, mantendo o mercado em alerta para variações baseadas em fundamentos globais e internos.

O otimismo gerado pelas exportações e pela restrição de oferta sugere uma tendência positiva para o setor, embora dependa de fatores como o clima e as políticas comerciais internacionais. Produtores e investidores acompanham de perto esses indicadores para ajustar estratégias.

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