O Rabobank revisou suas projeções e estima que as vendas de fertilizantes aos produtores brasileiros cairão 8,2% em 2026, totalizando 45,1 milhões de toneladas. Esse volume representa o menor patamar registrado desde 2022 e reflete as dificuldades enfrentadas pelo setor agrícola no país. O relatório, divulgado em 24 de junho, ajustou a estimativa anterior de 47,2 milhões de toneladas diante de fatores externos e internos que pressionam a demanda.
Revisão das projeções do Rabobank
A nova previsão considera o impacto direto da guerra no Irã sobre os custos de importação e a logística global de fertilizantes. O fechamento do Estreito de Ormuz elevou os preços e gerou incertezas no abastecimento, afetando especialmente os produtores brasileiros que dependem de insumos importados. Além disso, a inadimplência recorde de 13,3% no agronegócio contribuiu para a redução das compras programadas.
Principais causas da queda nas vendas
A situação financeira dos produtores agrícolas brasileiros piorou nos últimos meses, limitando a capacidade de investimento em insumos. A combinação de juros elevados, queda nos preços de commodities e restrições de crédito levou muitos agricultores a postergar ou reduzir pedidos de fertilizantes. Esses elementos explicam a revisão para baixo feita pelo Rabobank em relação às expectativas iniciais.
Perspectivas para o agronegócio brasileiro
Apesar da retração projetada, o setor busca alternativas para mitigar os efeitos da alta de custos. Medidas como renegociação de dívidas e busca por fornecedores alternativos podem amenizar o impacto em 2026. O Rabobank destaca que a recuperação dependerá da evolução do conflito no Oriente Médio e da estabilização das condições de crédito no Brasil.