O Ministério da Agricultura e Pecuária criou o Programa de Integração Produtiva e Logística Brasil-Bolívia-Pacífico por meio de portaria assinada em 23 de junho de 2026, em Brasília. A iniciativa conta com a participação do ministro André de Paula e do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso, Vilmondes Tomain. O programa busca ampliar corredores logísticos transfronteiriços, especialmente pela Rota 3/Rondon, partindo do oeste mato-grossense em direção aos portos do Pacífico.
Objetivo principal da integração regional
A medida visa fortalecer os laços produtivos, logísticos e comerciais entre Brasil e Bolívia. Com isso, produtores brasileiros ganham novas alternativas para escoar soja, milho e carne, reduzindo custos e elevando a competitividade no mercado internacional. Mato Grosso, principal estado produtor do país, é o grande beneficiado pela proximidade com a fronteira boliviana.
Visão do setor produtivo mato-grossense
Vilmondes Tomain destacou a importância histórica do anúncio. Ele afirmou que a integração abre uma rota estratégica para o oeste do Estado.
Esse era um momento esperado há vários anos. Mato Grosso é distante dos mercados, dos portos e das principais saídas para exportação. A integração com a Bolívia abre mais uma rota de escoamento pelo oeste do Estado e pode alavancar não só essa região, mas toda a economia agropecuária mato-grossense
Vilmondes Tomain
O dirigente também ressaltou que Mato Grosso oferece tecnologia e capacidade produtiva, enquanto a Bolívia pode fornecer insumos relevantes ao setor agropecuário brasileiro.
Desafios e perspectivas futuras
O Estado já iniciou obras até a divisa com a Bolívia, saindo de Vila Bela. Agora o foco recai sobre a consolidação do trecho boliviano da rota. Cada nova alternativa logística representa ganho direto para o produtor rural e para o desenvolvimento regional, conforme avaliou Tomain.