A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu na quinta-feira, 25 de junho de 2026, por sete votos a dois, limitar milhares de ações judiciais contra a Bayer relacionadas ao herbicida Roundup. A corte determinou que a legislação federal prevalece sobre normas estaduais de rotulagem, bloqueando argumentos centrais dos processos movidos por usuários que alegam desenvolvimento de linfoma não Hodgkin. A decisão reduz significativamente o passivo jurídico bilionário da empresa, que herdou os litígios após a aquisição da Monsanto em 2018.
Decisão fortalece posição da Bayer no mercado
O veredicto da Suprema Corte impede que leis estaduais exijam advertências diferentes das aprovadas pela EPA, a agência ambiental americana. Com isso, a Bayer, sob o comando do CEO Bill Anderson, obtém alívio imediato em sua exposição financeira. As ações da companhia registraram alta na Bolsa de Frankfurt logo após a divulgação do resultado, refletindo a expectativa de menor pressão sobre seus balanços nos próximos anos.
Argumentos centrais das ações são bloqueados
Milhares de processos questionavam a ausência de alertas sobre riscos à saúde associados ao uso prolongado do Roundup. A corte considerou que tais alegações não podem prosperar quando a rotulagem segue as diretrizes federais. A medida afeta diretamente reclamantes que buscavam indenizações por supostos danos causados pelo produto, consolidando a primazia da regulação nacional sobre regras locais.
Contexto regulatório e próximos passos
A EPA mantém a posição de que o glifosato, princípio ativo do herbicida, não representa risco cancerígeno quando usado conforme as instruções. A decisão da Suprema Corte reforça essa orientação e deve influenciar casos pendentes em tribunais inferiores. Especialistas do setor jurídico americano preveem redução expressiva no volume de novas ações contra a Bayer nos Estados Unidos.