O leite de camela emerge como um produto premium no cenário global, com a produção industrial e o comércio internacional registrando expansão significativa. Impulsionado por seu perfil nutricional diferenciado e pela adaptação dos camelos a climas áridos, o setor atrai atenção de produtores e consumidores em busca de alternativas ao leite de vaca. Dados recentes apontam para um mercado avaliado em US$ 14,3 bilhões em 2024, com projeção de atingir US$ 24 bilhões até 2030.
Principais produtores e expansão regional
O Quênia lidera a produção mundial, seguido por Somália e Paquistão, enquanto países do Oriente Médio, como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, investem em fazendas modernas. Empresas como Camelicious, nos Emirados, e Beder Camel Farm, na Somália, aplicam ordenha mecanizada e controle sanitário rigoroso. A FAO e o Codex Alimentarius apoiam normas que facilitam o comércio internacional, aproveitando o Ano Internacional dos Camelídeos declarado pela ONU em 2024.
A transição de sistemas nômades tradicionais para operações industriais elevou a produtividade, com algumas fazendas alcançando até 10 litros diários por camela. Essa mudança inclui nutrição planejada e processamento em escala, resultando em maior oferta para mercados premium.
Benefícios nutricionais e oportunidades comerciais
O leite de camela destaca-se pela maior concentração de vitamina C e pela ausência de beta-lactoglobulina, o que o torna atraente para pessoas com restrições alimentares. Além disso, os camelos suportam melhor as condições impostas pelas mudanças climáticas em regiões áridas da África, Oriente Médio e Ásia.
Com produção global de 4,116 milhões de toneladas em 2022, o segmento continua a crescer e oferece novas oportunidades para exportadores e indústrias de alimentos funcionais.