O preço da mandioca registrou elevação expressiva nas principais regiões produtoras de São Paulo nas últimas semanas, impulsionado pela oferta limitada e pelo ritmo mais lento da colheita. Dados do IEA e do Cepea indicam alta de 5,3% na última semana, com a tonelada cotada a R$ 182,00 em Marília, e de 12,3% nos últimos 30 dias. A demanda industrial por volumes maiores permanece aquecida, enquanto a colheita avança de forma gradual.
Fatores climáticos reduzem oferta
Chuvas irregulares afetaram a produtividade nas áreas de Marília, Itapetininga, Piracicaba e Assis, resultando em raízes de menor tamanho e menor teor de amido. Essa combinação reduziu a disponibilidade de matéria-prima de boa qualidade para as indústrias de fécula e farinha. Produtores relatam que o ritmo da colheita não acompanha a procura por parte dos setores de alimentos, papel e adesivos.
Demanda industrial sustenta valorização
As indústrias mantêm aquecimento na busca por mandioca, o que pressiona os preços para cima diante da oferta reduzida. O cenário reflete problemas climáticos recorrentes que limitam a produtividade nas lavouras paulistas. Especialistas do Cepea apontam que a tendência de valorização deve persistir enquanto as condições de colheita não se normalizarem.
Estamos colhendo menos do que o esperado. A mandioca está menor e com menor teor de amido, o que acaba reduzindo o rendimento na indústria. Por isso, o preço reage
um produtor de mandioca de Assis (SP)
Com o avanço gradual da colheita, o mercado observa atentamente os próximos movimentos de oferta e demanda. A valorização atual reforça a importância de estratégias de manejo para mitigar impactos climáticos em ciclos futuros.