A pressão de baixa nos preços do boi gordo começou a perder força na quinta-feira, 16 de julho de 2026. Consultorias como Agrifatto e Scot Consultoria registraram valorização da arroba em nove das 17 praças monitoradas, impulsionada pela menor oferta de animais terminados no período de entressafra. O mercado de São Paulo liderou o movimento, enquanto a maioria das demais regiões manteve estabilidade com liquidez reduzida.
Alta registrada em São Paulo
Em São Paulo, a arroba do boi gordo subiu R$ 5 e fechou cotada a R$ 335. A restrição na disponibilidade de bovinos prontos para abate sustentou os preços apesar da demanda interna moderada. Frigoríficos enfrentaram dificuldade para recompor estoques, o que favoreceu os pecuaristas nas negociações pontuais.
Comportamento nas demais praças
Nas praças de Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Santa Catarina e Tocantins, os valores permaneceram estáveis na maioria dos casos. Os negócios ocorreram em volumes baixos, refletindo a cautela de compradores e vendedores durante a entressafra. A suspensão temporária de embarques para a China também contribuiu para limitar a pressão altista em algumas regiões.
Movimento dos contratos futuros
Na B3, os contratos futuros do boi gordo apresentaram alta, sinalizando expectativa de menor oferta nos próximos meses. Pecuaristas e frigoríficos acompanham de perto a evolução da oferta de animais terminados para avaliar possíveis ajustes de preço nas próximas semanas. O cenário atual reforça a influência do ciclo de entressafra sobre a formação de valores no mercado pecuário brasileiro.