Os contratos futuros do açúcar bruto na bolsa ICE devem encerrar o ano de 2026 cerca de 4% acima dos níveis atuais, conforme o mercado global passa a registrar déficit após um período de superávit. Uma pesquisa da Reuters com 11 operadores e analistas aponta que o preço mediano esperado é de 15 centavos de dólar por libra-peso no fechamento do ano. As projeções consideram as safras do Brasil, principal produtor do Centro-Sul, e da Índia, que juntas influenciam fortemente o balanço mundial.
Previsão de déficit a partir de 2026
O mercado deve registrar um superávit de 4,78 milhões de toneladas na safra 2025/26, seguido de um déficit de 800 mil toneladas na safra 2026/27. Essa transição reflete perdas já observadas e condições adversas que se intensificam no Hemisfério Norte. Analistas consultados pela Reuters destacam que o cenário altera o equilíbrio entre oferta e demanda global.
Produção brasileira e indiana em destaque
A produção brasileira no Centro-Sul deve atingir 40 milhões de toneladas, enquanto a Índia projeta 29,4 milhões de toneladas. Esses volumes são fundamentais para o abastecimento mundial e influenciam diretamente as cotações na bolsa ICE. O ajuste nas estimativas ocorre em meio a desafios logísticos e variações climáticas regionais.
Com as perdas relacionadas ao clima já evidentes e as condições adversas no Hemisfério Norte previstas para se intensificarem devido ao El Niño, projeta-se que o balanço global do açúcar passe a apresentar déficit em 2026/27.
Com as perdas relacionadas ao clima já evidentes e as condições adversas no Hemisfério Norte previstas para se intensificarem devido ao El Niño, projeta-se que o balanço global do açúcar passe a apresentar déficit em 2026/27.
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