AgriculturaBrasilEconomia

Presidência veta PL dos Safristas que excluía renda temporária de benefícios sociais

11
Plantação de soja no Brasil simbolizando trabalho de safristas e benefícios sociais
Plantação de soja no Brasil simbolizando trabalho de safristas e benefícios sociais

A Presidência da República vetou integralmente o Projeto de Lei 715/2023, conhecido como PL dos Safristas, em 11 de junho de 2026. A decisão, registrada como Veto nº 29/2026, impede que a renda obtida em contratos temporários de safra seja computada no cálculo de benefícios sociais. O veto aguarda análise pelo Congresso Nacional após a sessão marcada para 18 de junho ter sido cancelada, mantendo a matéria sobrestada na pauta desde julho.

Motivos do veto presidencial

O governo federal justificou a medida pela necessidade de preservar o acesso de trabalhadores rurais a programas sociais. A renda de contratos de safra possui caráter sazonal e não deve ser tratada como permanente no cálculo de auxílios. Essa abordagem busca evitar prejuízos a famílias que dependem de benefícios durante períodos sem atividade no campo.

Produtores agrícolas e trabalhadores temporários são os principais grupos impactados pela regra original do projeto. A exclusão da renda sazonal do cálculo mantém a elegibilidade a benefícios sem penalizar quem atua em regime temporário. O Congresso agora decide se mantém ou derruba o veto integral.

Consequências para o setor agrícola

A manutenção do veto garante que rendimentos temporários não reduzam o acesso a políticas públicas de apoio social. Trabalhadores rurais temporários mantêm condições de receber auxílios em meses sem safra, enquanto produtores agrícolas evitam dificuldades para contratar mão de obra qualificada. A decisão reflete a realidade da sazonalidade no trabalho rural brasileiro.

Próximos passos no Congresso

O veto tramita no Congresso Nacional e depende de votação em sessão plenária para definição final. Caso seja derrubado, o projeto volta à tramitação; se mantido, a exclusão da renda temporária permanece em vigor. A análise deve ocorrer nas próximas semanas, conforme a agenda legislativa.

Especialistas do setor rural acompanham o desfecho, pois a resolução afeta diretamente a estabilidade de benefícios sociais para milhares de famílias. O Congresso deve priorizar a votação para encerrar a sobrestação da pauta iniciada em julho de 2026.

Conteúdos relacionados

Plantação de cana-de-açúcar em São Paulo sobre estabilidade do etanol
AgriculturaCotaçõesEconomia

Etanol se mantém estável em São Paulo em agosto de 2026, aponta Cepea

As cotações dos etanóis anidro e hidratado mantêm-se praticamente estáveis em São...

Foto: GWM
AgriculturaBrasilEconomia

GWM lança picape Poer P30 Pro 2027 por R$ 205 mil no Brasil

A GWM anunciou a chegada da Poer P30 Pro 2027 ao Brasil....

Foto: Divulgação
AgriculturaEventosInovação

Biotrop apresenta portfólio biológico no 15º Congresso Andav 2026

A Biotrop, empresa líder em soluções biológicas para a agricultura, marca presença...

Foto: Divulgação/Sistema FAEP
AgriculturaClimaEnergia

Sistema FAEP cobra medidas urgentes do governo do Paraná e da Copel após tornado

O Sistema FAEP enviou ofícios ao governo estadual do Paraná e à...