A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), junto com as federações de Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea), Acre (Faeac), Roraima (Faerr) e Rondônia (Faperon), concluiu uma expedição pela BR-319 entre 9 e 13 de agosto. A comitiva percorreu mais de 889 km para analisar a infraestrutura logística e identificar obstáculos no escoamento da produção agropecuária na Amazônia Ocidental. O trajeto incluiu trechos entre Porto Velho (RO), Humaitá (AM), Careiro Castanho (AM) e Manaus (AM), além de visitas a portos e terminais no Rio Madeira e no Arco Norte.
Condições da rodovia e desafios logísticos
Durante a viagem, os participantes avaliaram o estado atual da BR-319 e a necessidade de obras de recuperação para melhorar a integração econômica da região. Produtores rurais e representantes das entidades destacaram que a rodovia apresenta trechos com pavimentação precária, o que eleva custos de transporte e dificulta o acesso a insumos. A expedição também passou por sedes de federações e estruturas operacionais de empresas como Bertolini, Cargill, Mega Logística e IP4 em Humaitá.
Representantes como Maria Izabel Melo Nogueira, Edeon Vaz Ferreira, da Adecon, e Marcello di Gregório, da Super Terminais, participaram das discussões sobre os gargalos enfrentados diariamente pelos produtores da Região Norte. O grupo ressaltou que a melhoria da via é essencial para reduzir perdas e aumentar a competitividade da agropecuária local.
Importância dos portos do Arco Norte
Além da rodovia, a comitiva visitou terminais portuários e o Estaleiro da Bertolini em Manaus, com foco na integração entre transporte terrestre e hidroviário. Os portos do Arco Norte e a hidrovia do Rio Madeira foram apontados como alternativas estratégicas para o escoamento da produção, especialmente em períodos de cheia e seca.
Os organizadores da expedição concluíram que investimentos coordenados em rodovias e hidrovias podem ampliar o acesso dos produtores a mercados internos e externos. A iniciativa reforça a necessidade de políticas públicas que considerem as particularidades logísticas da Amazônia Ocidental.