As exportações brasileiras de carne bovina registraram queda de 26% no balanço parcial de agosto de 2026. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a média diária de embarques recuou de 12,7 mil toneladas em agosto de 2025 para 9,4 mil toneladas neste ano. O principal mercado, a China, concentra a maior parte dos envios e a redução está ligada ao esgotamento da cota anual de 1,106 milhão de toneladas.
Queda no volume diário de embarques
A redução reflete o término da cota que permite tarifa de importação de 12% para o produto brasileiro. Após o limite, a alíquota sobe para 55%, o que diminui a competitividade da carne nacional no mercado chinês. Frigoríficos e associações do setor observam que os volumes embarcados e em trânsito já alcançaram o teto desde o início de julho.
Esgotamento da cota com a china
O Ministério da Agricultura e Pecuária informa que mantém diálogo constante com as autoridades chinesas para acompanhar a situação. A pasta ressalta que continua a interlocução para avaliar possíveis ajustes no fluxo comercial. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes considera que a cota foi integralmente atingida desde o início de julho.
A indústria considera que a cota já foi integralmente atingida desde o início de julho (100%), levando em conta os volumes já embarcados e as cargas em trânsito.
Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec)
O diálogo com a China permanece constante. O Ministério segue acompanhando a situação e mantendo interlocução com as autoridades chinesas.
Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)
Os dados parciais até 20 de agosto de 2026 confirmam a tendência de menor volume exportado. O setor aguarda definições sobre o comércio com a China para os próximos meses. A queda afeta diretamente os frigoríficos brasileiros que dependem do mercado asiático.