O agronegócio brasileiro empregou 27,79 milhões de trabalhadores no primeiro trimestre de 2026. O número representa uma queda de 1% em relação ao mesmo período de 2025, o que equivale a 267.298 postos de trabalho a menos. Os dados foram divulgados pelo Cepea, da Esalq/USP, em parceria com a CNA. A retração acompanhou o movimento geral do mercado de trabalho no país.
Queda concentra-se em três segmentos
A redução ocorreu principalmente nos agrosserviços, com baixa de 2,9%, nas agroindústrias, que recuaram 3,1%, e no setor de insumos, com diminuição de 1,2%. Esses segmentos foram parcialmente compensados pelo crescimento de 2,5% no segmento primário. Houve queda entre empregados com e sem carteira assinada, empregadores e trabalhadores familiares. Em contrapartida, o número de trabalhadores por conta própria aumentou.
Participação no emprego total diminui
A participação do agronegócio na população ocupada do Brasil recuou para 25,73%. O movimento reflete a taxa de desocupação de 6,1% registrada no mercado de trabalho brasileiro no período. Especialistas do Cepea e da CNA observam que a dinâmica setorial segue a tendência de ajuste observada em outros ramos da economia. Os números reforçam a necessidade de monitoramento contínuo das cadeias produtivas do campo.