O mercado do boi gordo registrou valorização nos contratos futuros da B3 na semana encerrada em 28 de agosto de 2026, mesmo diante de pressão no segmento físico. Os negócios de balcão em São Paulo e Mato Grosso do Sul oscilaram entre R$ 338/@ e R$ 344/@, enquanto os papéis com vencimento em dezembro de 2026 fecharam a R$ 372,90/@. A expectativa de demanda adicional dos Estados Unidos, após a ampliação temporária de cota de importação, sustentou o otimismo dos pecuaristas e confinadores.
Valorização dos futuros na B3
Os contratos para dezembro de 2026 e janeiro de 2027 avançaram na última semana, refletindo a menor oferta de gado nos Estados Unidos e a perspectiva de escoamento adicional para o mercado americano. A Scot Consultoria destacou que a alta nos papéis ocorreu apesar da desaceleração das compras chinesas, que ainda representam parte relevante das exportações brasileiras. A indústria nacional, representada pela Abiec, observa com atenção o comportamento dos preços no último quadrimestre do ano.
Ampliação da cota de importação americana
Os Estados Unidos autorizaram a entrada de 300 mil toneladas adicionais de carne magra sem tarifa, medida que pode beneficiar os exportadores brasileiros a partir de setembro. Essa abertura ocorre em momento de oferta restrita no mercado norte-americano, o que favorece a carne bovina produzida no Brasil. Analistas do setor apontam que a combinação de menor produção interna nos EUA e demanda sustentada deve manter os preços firmes até o fim de 2026.
Perspectivas para o fechamento do ano
Com a proximidade do último quadrimestre, pecuaristas e confinadores de São Paulo e Mato Grosso do Sul avaliam estratégias para atender tanto ao mercado interno quanto às novas oportunidades de exportação. A pressão no segmento físico pode persistir no curto prazo, mas o cenário futuro aponta para recuperação gradual dos preços. A indústria brasileira de carne bovina segue monitorando os movimentos de China e Estados Unidos para ajustar a oferta.