A Embrapa ampliou sua agenda de cooperação internacional na África nas últimas semanas, com ações em Ruanda, Moçambique e Etiópia. A instituição participou do Africa Food Systems Forum em Kigali entre 31 de agosto e 4 de setembro de 2026, assinou memorandos de entendimento e realizou missões técnicas para prospectar parcerias. O movimento busca fortalecer a segurança alimentar e promover a transferência de tecnologia em sistemas agroalimentares sustentáveis diante das mudanças climáticas.
A presidente Silvia Massruhá e a diretora Ana Euler lideraram as delegações, acompanhadas por assessores como Paulo Melo, Jane Simoni, Paulo Galerani e José Edinilson Miranda. As atividades incluíram reuniões bilaterais com representantes do governo de Moçambique, do EIAR na Etiópia e do Kerchanshe Group, além de articulações com CGIAR, FAO e Fundação Gates.
Participação no fórum em kigali
No fórum realizado em Ruanda, a Embrapa apresentou experiências como a AgriZone da COP30 e discutiu estratégias para antecipar riscos climáticos e pragas. As reuniões bilaterais envolveram ministros da Agricultura e Meio Ambiente de Ruanda, o banco de Agricultura da Nigéria e a Organização Islâmica para a Segurança Alimentar. O evento serviu como plataforma para alinhar agendas de inovação e sustentabilidade entre Brasil e países africanos.
Acordos com moçambique e etiópia
Em Maputo, a Embrapa atendeu a pedido do presidente Daniel Chapo e do ministro Roberto Albino para ampliar a transferência de tecnologia e reduzir a dependência de importações de alimentos. Missões técnicas também foram realizadas na Etiópia para acompanhar preparativos relacionados à COP32. Os memorandos assinados preveem intercâmbio de conhecimento em produção sustentável e resiliência climática.
Impacto esperado da cooperação
O esforço reforça o papel do Brasil como parceiro estratégico na transformação dos sistemas agroalimentares africanos. A iniciativa combina ciência, tecnologia e inovação para aumentar a produção local de alimentos e mitigar efeitos das mudanças climáticas.
É a capacidade de simular a colheita antes de plantar, prever a praga antes do sintoma, antecipar o risco climático antes da perda e de recomendar a decisão certa, para cada produtor, no momento certo
Silvia Massruhá
O que o presidente de Moçambique nos pede é que a Embrapa atue no país com transferência de tecnologia para aumentar a produção de alimentos. Hoje, o país importa a maior parte do que consome
Ana Euler