A Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil/RS) apresentou ao governo estadual uma proposta para instituir o Pacto pelo Leite Gaúcho. O documento, entregue ao Palácio Piratini, reúne quatro frentes de ação destinadas a enfrentar a crise que afeta produtores e indústrias no estado. A iniciativa busca reduzir o endividamento, conter importações desleais e garantir a permanência de produtores no campo.
Medidas de securitização e refinanciamento de dívidas
A primeira frente propõe a securitização e o refinanciamento das dívidas dos produtores de leite. O plano inclui carência de dois anos e prazo de até dez anos para pagamento. Essas condições visam aliviar o fluxo de caixa das propriedades em momento de margens apertadas e elevada inadimplência.
Proteção contra importações e políticas de sucessão rural
A segunda frente defende a revisão das importações por meio de salvaguardas e exigência de reciprocidade comercial. A terceira frente foca em políticas de sucessão rural e assistência técnica para evitar a saída de produtores da atividade. Juntas, essas ações pretendem estabilizar a oferta de leite no Rio Grande do Sul.
Linhas de financiamento para modernização industrial
A quarta frente solicita linhas de financiamento específicas para modernização das indústrias de laticínios. O objetivo é aumentar a eficiência produtiva e a competitividade do setor diante de desafios estruturais. A Apil/RS, presidida por Fernando Zimmermann, aguarda a análise do governo estadual para avançar nas negociações.