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Preços globais de alimentos atingem pico mais alto desde 2022 em agosto de 2026

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El Niño e guerras podem aumentar preço dos alimentos e fazer milhões de pessoas passarem fome no mundo, alerta ONU — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
El Niño e guerras podem aumentar preço dos alimentos e fazer milhões de pessoas passarem fome no mundo, alerta ONU — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Os preços globais dos alimentos alcançaram em agosto de 2026 o nível mais alto desde o fim de 2022, conforme relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura. O Índice de Preços de Alimentos da FAO registrou média de 133,3 pontos no mês, contra 130,8 pontos em julho, com altas registradas em cereais, óleos vegetais, açúcar, carne e laticínios. A informação foi confirmada pelo economista-chefe da entidade, Máximo Torero.

Impulsionadores do índice em agosto

As elevações nos preços foram motivadas por condições climáticas adversas, incluindo calor extremo e seca na Europa, além dos efeitos persistentes do El Niño. Perturbações logísticas no Mar Negro e tensões em regiões como Ucrânia e Irã também contribuíram para restringir a oferta de commodities. Esses fatores atuaram de forma simultânea e afetaram cadeias de suprimento em escala global.

Efeitos observados em diferentes regiões

Os impactos se estendem à Europa, Ásia e América do Sul, onde consumidores e indústrias enfrentam custos mais elevados para produtos básicos. O aumento reflete a convergência de choques climáticos com questões geopolíticas, criando pressão adicional sobre mercados que ainda se recuperavam de eventos anteriores. Analistas monitoram de perto a evolução desses indicadores para os próximos meses.

O aumento dos preços globais dos alimentos em agosto é um alerta de que o prêmio de risco está retornando aos mercados de alimentos: choques climáticos, tensões geopolíticas e interrupções na logística comercial estão convergindo para restringir as expectativas de oferta

Máximo Torero

Especialistas da FAO destacam que a situação exige atenção contínua de governos e organismos internacionais para mitigar riscos de insegurança alimentar em países mais vulneráveis. O relatório reforça a necessidade de estratégias que fortaleçam a resiliência das cadeias de produção e distribuição.

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