As lavouras de trigo no Rio Grande do Sul apresentam evolução diferenciada na safra 2026, conforme relatório divulgado pela Emater/RS-Ascar em 03/09/2026. Cerca de 50% das áreas encontram-se em final de desenvolvimento vegetativo, elongação do colmo e emborrachamento, enquanto 33% estão em floração, 16% em formação e enchimento de grãos e 1% em maturação. Produtores rurais das regiões de Santa Rosa, Santa Maria, Passo Fundo e Tupanciretã observam o avanço das culturas sob condições climáticas variáveis.
Condições climáticas influenciam o desenvolvimento das culturas
O período recente, marcado por menor precipitação e maior radiação solar, permitiu a retomada de adubação e tratamentos fitossanitários nas lavouras de trigo. No entanto, chuvas anteriores favoreceram o surgimento de doenças fúngicas, exigindo atenção redobrada dos agricultores. Episódios pontuais de geadas de baixa intensidade e granizo causaram danos localizados em algumas áreas monitoradas pela Emater/RS-Ascar.
Outras culturas como canola, carinata, aveia-branca, cevada e milho também são acompanhadas quanto ao estágio fenológico e condições fitossanitárias. O aumento de luminosidade e temperaturas contribuiu para o progresso das plantas, mas exige monitoramento constante para evitar perdas.
Distribuição dos estágios fenológicos no Rio Grande do Sul
Os dados da Emater/RS-Ascar revelam que a maioria das lavouras de trigo ainda concentra-se nas fases iniciais de desenvolvimento, o que indica potencial para ajustes de manejo nas próximas semanas. As regiões destacadas no relatório mostram variações conforme o microclima local e as práticas adotadas pelos produtores rurais.
Monitoramento contínuo garante qualidade da safra 2026
Com a evolução observada até o momento, os técnicos da Emater/RS-Ascar reforçam a importância de ações preventivas contra pragas e doenças. O acompanhamento regular permite que os produtores rurais do Rio Grande do Sul tomem decisões baseadas em dados atualizados para a safra 2026.