Nos Estados Unidos, os preços da carne bovina atingiram patamares recordes em setembro de 2026, enquanto o rebanho nacional caiu para o menor nível em décadas. Dados do USDA referentes a 1º de julho revelam que a combinação de seca prolongada, custos elevados de produção e abate intensivo de matrizes reduziu drasticamente a oferta. Consumidores em estados como Texas, Nebraska e Wyoming enfrentam aumentos no varejo, e frigoríficos como a Tyson Foods operam com margens pressionadas.
Causas da queda no rebanho bovino
Anos consecutivos de seca e incêndios no Centro-Oeste americano reduziram pastagens e elevaram os custos de insumos, forçando pecuaristas a abater vacas de corte. O ciclo biológico lento da pecuária impede recuperação rápida da oferta, e o número de matrizes atingiu mínimos históricos. Essa dinâmica elevou os preços pagos aos produtores e se refletiu diretamente nas prateleiras dos supermercados.
Em julho de 2026, o cenário já mostrava sinais de escassez estrutural. Pecuaristas de Wyoming e Nebraska relataram dificuldades para manter os rebanhos, enquanto o abate antecipado de fêmeas agravou a situação. O resultado é um desequilíbrio entre demanda e oferta que se arrasta desde 2025 e deve persistir nos próximos meses.
Medidas do governo e impacto no mercado
Diante da alta de preços, o governo de Donald Trump autorizou importações adicionais de carne bovina em 4 e 7 de setembro de 2026. A decisão busca aliviar a pressão sobre consumidores americanos e estabilizar o abastecimento interno. Frigoríficos monitoram os custos de produção, enquanto o USDA acompanha os dados mensais para avaliar a necessidade de novas ações.
A situação afeta toda a cadeia produtiva, desde pequenos criadores até grandes processadores. Analistas apontam que a recuperação do rebanho exigirá pelo menos dois anos de condições climáticas favoráveis e redução nos custos de alimentação. Enquanto isso, o varejo registra vendas mais contidas e os consumidores buscam alternativas proteicas.