As chuvas ocorridas entre 10 e 16 de setembro de 2026 na região do Cerrado Mineiro elevaram a umidade do solo, paralisaram o recolhimento do café de chão e estimularam uma nova florada expressiva. Técnicos de campo da Expocacer e cafeicultores associados relataram precipitações entre 30 e 44,5 milímetros, acompanhadas de granizo e ventos fortes em municípios como Monte Carmelo, Araxá, Patrocínio, Serra do Salitre, Patos de Minas e Perdizes. As condições climáticas naturais afetaram tanto lavouras jovens quanto antigas, exigindo atenção redobrada dos produtores na reta final da safra.
Interrupção das operações de colheita
As precipitações interromperam diretamente as atividades de recolhimento do café caído no chão, uma etapa essencial para garantir a qualidade do grão. Com o solo mais úmido, os cafeicultores precisaram adiar as operações por vários dias, o que gerou atrasos pontuais na conclusão da colheita. A nova florada observada em diversas áreas surge como efeito positivo das chuvas, embora seu impacto na produção futura ainda dependa das condições climáticas dos próximos meses.
Danos causados pelo granizo
O granizo acompanhado de ventos fortes provocou lesões em folhas, ramos e frutos, abrindo caminho para a entrada de patógenos nas plantas. Técnicos destacam que lavouras mais jovens sofreram impacto visível, enquanto as mais antigas apresentaram danos concentrados em áreas específicas. A combinação de umidade elevada e ferimentos nas plantas aumenta o risco de doenças, demandando monitoramento constante por parte dos produtores.
Monitoramento da safra em andamento
Apesar dos transtornos pontuais, a região mantém o acompanhamento técnico intensificado para avaliar os efeitos residuais das chuvas e do granizo. A Expocacer orienta os associados a intensificar inspeções nas áreas atingidas e adotar medidas preventivas contra patógenos. O episódio reforça a importância de estratégias de manejo adaptadas às variações climáticas típicas do Cerrado Mineiro.