A Agropalma projeta um aumento de cerca de 20% na produção de óleo de palma na safra de 2026 em comparação com o ciclo anterior. A recuperação ocorre após os efeitos do El Niño de 2023 e 2024, que reduziram o rendimento das plantações na região Norte do Brasil, principalmente no Pará.
Recuperação após eventos climáticos extremos
O diretor agrícola André Borba explicou que a produção de palma reflete os impactos climáticos com uma defasagem de duas safras. A empresa utiliza cobertura de puerária para manter a temperatura e a umidade do solo em níveis adequados, o que ajuda a mitigar os efeitos da falta de chuva e do calor excessivo.
Enquanto a maior parte do mundo usa o termo ‘climate change’, a gente aqui prefere ‘climate disorder’… para nós aqui, o que está acontecendo que é muito visível: é uma modificação em todo o regime climático, não só de chuvas, como de temperatura
André Borba
Os produtores de óleo de palma no Pará e a Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma (Abrapalma) acompanham de perto essas variações. A colheita principal da safra está prevista para outubro a dezembro de 2026, período em que o Brasil ainda depende de importações para suprir parte do consumo interno.
Adaptação às condições da região Norte
É uma planta que depende bastante do clima. Ela não produz em áreas com temperaturas baixas e tampouco produz em áreas com pouca chuva. Então, ela demanda mais ou menos 150 milímetros de chuva por mês… essa é a razão de nós estarmos aqui na região Norte, mais próximo da linha do Equador, que é uma das regiões que mais chove no Brasil…
André Borba
Com a cobertura de puerária, a Agropalma consegue reduzir a temperatura do solo e preservar a umidade necessária para o desenvolvimento das palmeiras. Essa técnica tem se mostrado eficaz para enfrentar períodos de estresse hídrico e térmico, comuns na Amazônia brasileira.
Com essa temperatura bem menor, nós conseguimos manter mais umidade no solo e nosso plantio sofre menos com os efeitos da falta de chuva e da temperatura
André Borba