Durante o 19º Fórum do Agronegócio realizado em São Paulo, o presidente da Associação Brasileira de Agribusiness (ABAG), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, apontou a proteína animal, a tecnologia e os biocombustíveis como os três pilares que conferem ao Brasil uma posição competitiva no cenário global do setor. Lideranças do agronegócio participaram do encontro para analisar os rumos da atividade diante de desafios econômicos, mudanças climáticas e transformação digital.
Posição privilegiada no agronegócio mundial
O executivo ressaltou que o país dispõe de proteína animal a custos reduzidos, aliada a avanços tecnológicos e à produção de biocombustíveis. Essas características, segundo ele, devem ampliar a vantagem competitiva brasileira nos próximos anos. O debate também abordou a importância de agregar valor aos produtos por meio de inovação contínua.
Carvalho enfatizou ainda a necessidade de investir em sustentabilidade e rastreabilidade para atender às exigências de mercados internacionais cada vez mais rigorosos. Essas práticas, integradas à produção, permitem ao Brasil consolidar sua presença em cadeias globais de suprimento.
Debates sobre expansão e desafios do setor
O fórum serviu como espaço para discutir oportunidades de expansão do agribusiness brasileiro em um contexto de transformação digital. Participantes analisaram como a adoção de novas tecnologias pode mitigar impactos climáticos e elevar a eficiência produtiva ao longo da cadeia.
O Brasil tem uma posição muito privilegiada. Nós temos a proteína animal, que é uma das mais baratas do mundo, nós temos tecnologia e nós temos biocombustíveis. Esses são os três pilares que vão nos dar uma vantagem competitiva muito grande nos próximos anos
Luiz Carlos Corrêa Carvalho
Com foco em estratégias de longo prazo, o evento reforçou o papel do Brasil como fornecedor confiável de alimentos e energia renovável, orientando investimentos que unam produtividade e responsabilidade ambiental.