O mercado do boi gordo registrou queda nas cotações na segunda-feira, 29 de junho de 2026, impulsionado pela oferta elevada de animais, escalas de abate confortáveis e demanda doméstica enfraquecida em todo o Brasil. Pecuaristas enfrentaram maior pressão dos frigoríficos, que reduziram o ritmo de compras diante de condições favoráveis de abastecimento. A Agrifatto Consultoria destacou que o cenário refletiu o aumento da disponibilidade de gado terminado, mesmo com temperaturas mais baixas que normalmente estimulam o consumo interno.
Causas da queda nas cotações
Com escalas longas, a indústria ganhou poder de barganha e negociou preços menores junto aos produtores. Esse movimento ocorreu porque a oferta de animais prontos para abate superou as expectativas, enquanto o consumo doméstico permaneceu abaixo do projetado. A combinação desses fatores permitiu que frigoríficos ajustassem suas aquisições sem pressa, ampliando a pressão sobre as cotações em diferentes regiões.
Impactos em Rondônia e São Paulo
Em Rondônia e São Paulo, os efeitos foram particularmente notados pelos pecuaristas, que aceitaram valores reduzidos para manter o fluxo de vendas. A demanda interna enfraquecida contribuiu para que o mercado operasse com menor dinamismo, apesar das condições climáticas típicas do período. Frigoríficos locais mantiveram foco em escalas prolongadas, priorizando a negociação em bases mais vantajosas para a indústria.
Reação dos agentes do setor
Produtores de gado ajustaram suas estratégias diante da postura mais cautelosa dos compradores, que exploraram a disponibilidade elevada de animais. A Agrifatto Consultoria observou que o enfraquecimento da demanda doméstica persistiu mesmo com fatores sazonais favoráveis. Esse cenário reforça a necessidade de monitoramento constante por parte dos pecuaristas para identificar oportunidades em meio à volatilidade atual do mercado.