A Agroterenas concluiu a estruturação de uma operação financeira de cerca de R$ 160 milhões com prazo de dez anos junto ao Itaú BBA, no âmbito do II Programa Eco Invest Brasil. O acordo destina-se à recuperação produtiva de pastagens degradadas nos biomas Cerrado e Mata Atlântica. Os recursos permitirão a conversão de áreas de pecuária extensiva em cultivo de cana-de-açúcar para produção de açúcar e etanol.
A iniciativa envolve práticas de conservação do solo, uso de bioinsumos e acompanhamento contínuo das emissões de gases de efeito estufa. O projeto busca ampliar o acesso a financiamentos voltados à transição para uma economia de baixo carbono no setor agropecuário. A operação reforça a parceria entre a empresa, o banco e o governo federal para investimentos sustentáveis.
Detalhes da operação com o Itaú BBA
A estruturação da linha de crédito ocorreu por meio do II Programa Eco Invest Brasil, que apoia projetos de redução de emissões no agronegócio. O prazo de dez anos oferece condições adequadas para investimentos de longo prazo em recuperação de solos degradados. A Agroterenas aplicará os recursos em regiões específicas dos biomas Cerrado e Mata Atlântica.
Conversão para cultivo de cana-de-açúcar
As áreas atualmente ocupadas por pecuária extensiva degradada serão convertidas em plantações de cana-de-açúcar. O processo inclui técnicas de conservação do solo e aplicação de bioinsumos para manter a produtividade sem ampliar o desmatamento. O monitoramento das emissões de gases de efeito estufa faz parte do pacote de práticas adotadas.
Com essa operação, a Agroterenas avança em sua estratégia de alinhamento às metas de descarbonização do setor agropecuário brasileiro. O projeto demonstra como o financiamento estruturado pode apoiar a transição para sistemas produtivos mais eficientes e de menor impacto ambiental.