O vice-presidente Geraldo Alckmin declarou na terça-feira, 21 de julho de 2026, que a Lei da Reciprocidade não constitui retaliação, mas um mecanismo para corrigir a injustiça decorrente das tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre aproximadamente US$ 7,4 bilhões em exportações brasileiras. A afirmação ocorreu após reunião com empresários dos setores de eletroeletrônicos, máquinas e equipamentos, autopeças e calçados. O governo discute medidas até 29 de julho de 2026 para amenizar os impactos.
Posicionamento do vice-presidente
Alckmin enfatizou que a medida busca restabelecer o equilíbrio nas relações comerciais. Ele destacou que o Brasil adota uma postura de correção de assimetrias, em vez de escalada de conflitos. O ministro Márcio Elias Rosa reforçou que o governo prioriza o socorro aos setores afetados sem ignorar a natureza indevida das tarifas americanas.
A ideia não é retaliação. Diz que olho por olho pode acontecer de os dois ficarem cegos. A reciprocidade é: nós estamos sendo injustiçados e queremos corrigir isso
Geraldo Alckmin
Três eixos de resposta do governo
O pacote de apoio em elaboração contempla três frentes principais. A primeira envolve suporte financeiro por meio de crédito do programa Brasil Soberano e do regime de drawback. A segunda foca na diversificação de mercados para Índia, México, Singapura, Japão e países do Sudeste Asiático. A terceira consiste em diálogo direto com os segmentos industriais impactados para identificar demandas específicas.
O fato de ser injusta, descabida e indevida não significa que o governo brasileiro não vá adotar todas as medidas para primeiro socorrer quem precisa. O governo brasileiro tem que olhar para os seus setores e tomar as medidas capazes de, no mínimo, amenizar o dano, o custo
Márcio Elias Rosa
Reunião com representantes industriais
Empresários dos setores mencionados participaram da reunião para apresentar dados sobre os efeitos das tarifas. O governo indicou que o pacote final será apresentado nos próximos dias, com foco em preservar empregos e competitividade. A estratégia combina ações imediatas de alívio financeiro com planejamento de médio prazo para novos mercados.