Agricultura

Amaggi e Inpasa cancelam parceria bilionária para etanol de milho

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As empresas Amaggi e Inpasa anunciaram o encerramento das negociações para a formação de uma joint-venture destinada à produção de etanol de milho. O comunicado foi divulgado nesta terça-feira, marcando o fim de um acordo que havia sido revelado há menos de um mês. A decisão reflete diferenças fundamentais entre as companhias, que optaram por seguir caminhos independentes.

O projeto, anunciado em 29 de agosto, previa a construção de três usinas no estado do Mato Grosso. Cada unidade teria capacidade para processar dois milhões de toneladas de milho por ano, com a primeira planta planejada para Rondonópolis (MT). Essa iniciativa representava uma expansão significativa no setor de biocombustíveis, alinhada ao potencial agrícola da região.

Embora o valor exato do investimento não tenha sido divulgado oficialmente, estimativas baseadas na capacidade das usinas apontam para aportes na ordem de R$ 2 bilhões por unidade. Isso totalizaria um montante expressivo, capaz de impulsionar a economia local e gerar empregos no setor agroindustrial. No entanto, as tratativas não avançaram para a fase de execução.

No comunicado conjunto, as empresas explicaram que a interrupção ocorreu após constatação de visões distintas quanto à estrutura e à governança do projeto. Ambas enfatizaram que a decisão foi tomada de forma consensual, sem detalhes adicionais sobre os pontos de desacordo. Essa abordagem destaca a importância de alinhamentos estratégicos em parcerias de grande porte.

Apesar do cancelamento, Amaggi e Inpasa reforçaram o respeito mútuo e a abertura para avaliar oportunidades futuras de cooperação em áreas de interesse comum. Essa postura sugere que o setor de etanol de milho no Mato Grosso pode ainda ver colaborações entre players relevantes, embora por ora as empresas prossigam com planos individuais.

O desfecho dessa negociação ocorre em um momento de crescente atenção ao setor de biocombustíveis no Brasil, impulsionado por demandas por energias renováveis. O Mato Grosso, como polo agrícola, continua atraente para investimentos semelhantes, mas o episódio ilustra os desafios em formalizar alianças complexas.

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