A Boa Safra registrou lucro líquido de R$ 2,7 milhões no segundo trimestre de 2026, revertendo o prejuízo do mesmo período do ano anterior. A companhia alcançou receita operacional líquida de R$ 124,7 milhões e Ebitda ajustado de R$ 27,7 milhões, impulsionada por custos mais favoráveis e maior diversificação de culturas além da soja.
A empresa atribui o resultado à redução da estrutura comercial e ao foco em recuperação de margens após uma fase de expansão anterior. Executivos destacam que a combinação de fatores, incluindo menor concorrência no setor, permitiu melhorar a rentabilidade sem priorizar crescimento acelerado.
Estratégia de diversificação e margens
Marino Colpo, CEO e cofundador, ressaltou que novas culturas estão contribuindo para reduzir a sazonalidade típica dos primeiros trimestres. Ele afirmou que a meta atual é recuperar margens em vez de expandir volume.
É um trimestre com lucro, um lucro pequeno, mas é lucro. Não é tão simples fazer lucro no primeiro e no segundo trimestre na nossa atividade. No ano passado a gente teve prejuízo no segundo trimestre. Esse ano a gente teve lucro. As novas culturas estão ajudando.
Marino Colpo
Perspectivas e desafios operacionais
Felipe Marques, CFO, informou que outros negócios da companhia crescem 90% em relação a 2025 e já impactam positivamente tanto o faturamento quanto o resultado. A dívida líquida também apresentou redução em comparação ao segundo trimestre de 2025.
Apesar da melhora, executivos alertam para o impacto da inadimplência, que permanece acima da média histórica da empresa, embora abaixo do setor. O foco permanece na execução de vendas no segundo semestre para consolidar o desempenho anual.