O mercado do boi gordo registra pressão baixista no final de agosto de 2026, com recuos nas cotações em várias praças do país. Frigoríficos adotam estratégia de compras curtas para tentar reduzir preços diante da demanda enfraquecida. As quedas foram observadas principalmente na terça-feira (25/08/2026) e na quarta-feira (26/08/2026), conforme apontam análises de consultorias como Scot Consultoria, Agrifatto e Safras & Mercado.
Recuos nas principais praças pecuárias
No interior de São Paulo, as cotações do boi gordo apresentaram desvalorização mais acentuada, enquanto Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraná e Santa Catarina também registraram quedas. Os frigoríficos limitam as aquisições ao necessário para manter escalas médias de sete dias. A oferta restrita de animais terminados impede quedas mais expressivas nas praças.
O atacado reflete preços enfraquecidos, o que reforça a postura cautelosa dos compradores. Pecuaristas enfrentam dificuldade para negociar lotes em volumes maiores devido à demanda doméstica fragilizada.
Fatores que pressionam as cotações
A desaceleração das exportações contribui para o cenário de baixa, ao lado da maior competitividade de proteínas concorrentes. Especulações sobre o esgotamento da cota chinesa de 2026 adicionam incerteza ao mercado. Consultorias acompanham de perto os movimentos para avaliar se a pressão baixista se estende nas próximas semanas.
Apesar das tentativas de redução de preços pelos frigoríficos, a oferta limitada de animais prontos para abate atua como fator de sustentação. O equilíbrio entre compra e venda permanece delicado no atual contexto.