O mercado físico de boi gordo inicia setembro de 2026 com sinais de recuperação após a queda acentuada registrada em agosto, segundo avaliação do analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, apresentada durante a Expointer 2026. A arroba do boi gordo interrompeu a trajetória descendente e exibe viés de alta em algumas praças, desde que o abate de fêmeas não aumente de forma significativa.
Análise dos preços no início de setembro
A acomodação dos valores ocorre em meio a uma oferta confortável de animais terminados e à resposta positiva da demanda tanto no mercado interno quanto no externo. Com a reposição mais aquecida no varejo e as exportações mantendo ritmo positivo, o setor observa uma transição gradual para um cenário de estabilidade.
O mercado físico de boi gordo começa o mês de setembro ensaiando uma reação. Depois de uma queda bastante acentuada ao longo do mês de agosto, a gente observa uma acomodação dos preços e até mesmo um viés de alta em algumas praças.
Fernando Henrique Iglesias
Fatores que sustentam a demanda
O recuo no abate de fêmeas contribui para manter o equilíbrio entre oferta e procura. No mercado interno, a reposição mais ativa impulsiona os preços, enquanto as exportações seguem em bom ritmo e reforçam a perspectiva de alta em determinadas regiões.
A gente observa uma oferta bastante confortável de boi gordo, mas a demanda também tem respondido. Principalmente no mercado interno, com uma reposição um pouco mais aquecida, e também no mercado externo, com as exportações mantendo um bom ritmo.
Fernando Henrique Iglesias
Analistas destacam que a continuidade desse movimento dependerá da manutenção do ritmo atual de abate e da evolução da demanda externa nos próximos meses. O cenário atual aponta para uma recuperação moderada, sem pressões imediatas de alta no volume de fêmeas abatidas.