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Boi gordo sobe 4,5% com oferta restrita e demanda externa aquecida

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Foto: Bulinha | Bula Assessoria
Foto: Bulinha | Bula Assessoria

O mercado físico do boi gordo encerrou a última semana com alta de cerca de 4,5% nas principais praças do Brasil, movimento impulsionado pela oferta restrita de animais terminados. Frigoríficos elevaram propostas para garantir matéria-prima, enquanto as escalas de abate entre quatro e sete dias úteis proporcionaram conforto à indústria.

Oferta restrita eleva cotações nas principais regiões

Em São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Tocantins, Pará e Roraima, a escassez de bovinos prontos para abate sustentou os preços. Consultorias como Agrifatto, Safras & Mercado e Scot Consultoria registraram valorização consistente ao longo da semana encerrada na sexta-feira anterior a 28 de julho de 2026.

Pecuaristas mantiveram animais em confinamento à espera de melhores condições, enquanto os frigoríficos ajustaram as aquisições para evitar desabastecimento. A estratégia limitou altas mais agressivas, mas garantiu estabilidade nas margens da indústria.

Exportações e isenções influenciam cenário atual

O esgotamento das cotas de exportação para a China e a isenção da sobretaxa de 12,5% anunciada pelos Estados Unidos sobre a carne bovina brasileira contribuíram para o movimento de alta. O ministro Mauro Vieira acompanhou as negociações internacionais que afetam o fluxo de vendas externas.

Com as medidas em vigor, a demanda externa seguiu aquecida, reforçando a pressão sobre a oferta interna de animais terminados.

Perspectivas para os próximos dias

Para a semana seguinte, analistas projetam estabilidade ou altas pontuais, dependendo do ritmo de entrada de animais nas escalas de abate. O equilíbrio entre oferta e demanda continuará a definir os rumos do mercado físico do boi gordo nas próximas negociações.

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