O sorgo deve ampliar sua participação nas lavouras do Tocantins nos próximos anos, impulsionado pelas exportações e pela organização da cadeia produtiva. No entanto, a safra de 2026 foi prejudicada pelo atraso no plantio e pela falta de chuvas, resultando em produtividade abaixo da média. A colheita está praticamente encerrada em julho de 2026, com estimativa de cerca de 3.000 kg/ha nas áreas mais afetadas.
Desafios da safra atual
O plantio atrasado devido ao calendário do milho afetou o sorgo no sul do estado. As primeiras áreas tiveram boa produtividade, mas as colhidas nas últimas semanas sofreram com a falta de chuva. Produtores relatam que as condições climáticas reduziram o rendimento em várias propriedades.
Thiago Facco, vice-presidente da Aprosoja Tocantins, destacou o contraste entre as diferentes fases da colheita.
As primeiras áreas produziram muito bem, mas as áreas colhidas nas últimas semanas tiveram produtividade bem abaixo da média por causa da falta de chuva
Thiago Facco
Expansão impulsionada por exportações
O avanço das exportações e a organização da cadeia produtiva impulsionam a expansão do sorgo no Tocantins. A cultura ganhou espaço porque empresas passaram a trabalhar com volumes destinados ao mercado externo. No sul do estado, praticamente todas as propriedades já possuem alguma área com sorgo.
A tendência é de crescimento porque a cultura tem encontrado uma janela interessante. Facco explica que o sorgo deixou de ser uma opção secundária.
O sorgo era uma cultura que ficava em segundo plano porque praticamente não tinha mercado externo. Agora a cadeia começou a se organizar e as empresas passaram a trabalhar com volumes para exportação.
Thiago Facco
Com a organização da cadeia, o cultivo deve ganhar ainda mais relevância nos próximos anos, apesar das dificuldades registradas em 2026.