O mercado do boi gordo mantém preços sustentados na segunda quinzena de agosto de 2026, mesmo diante de consumo doméstico mais lento. A oferta restrita de animais terminados dá força de negociação aos pecuaristas e limita a capacidade dos frigoríficos de recompor estoques. Dados de consultorias como Scot Consultoria, Agrifatto e Safras & Mercado confirmam essa dinâmica nas principais praças do país.
Na sessão de terça-feira, 12 de agosto, as escalas de abate ficaram em média em seis dias úteis. Frigoríficos relatam dificuldade para avançar nas programações de compra, especialmente em São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.
Oferta limitada reforça posição do pecuarista
Com menor volume de boiada pronta para abate, os produtores conseguem sustentar os valores praticados. O consumo mais fraco típico da segunda quinzena atua como contraponto, mas não foi suficiente para derrubar as cotações nas regiões Norte e Centro-Sul.
Analistas observam que a combinação de oferta curta e demanda industrial firme mantém o equilíbrio atual. Registros de Agrifatto e Safras & Mercado indicam que essa situação deve persistir até o fim do mês.
Perspectivas para início de setembro
O contrato futuro de outubro de 2026 fechou a R$ 359,55 por arroba na B3, refletindo a expectativa de estabilidade. Especialistas projetam possível recuperação gradual a partir da primeira semana de setembro, quando o consumo tende a se aquecer.
Pecuaristas e frigoríficos acompanham de perto a evolução das programações de abate para ajustar estratégias comerciais nas próximas semanas.