A BrasilAgro retirou entre 6 mil e 7 mil hectares de áreas vulneráveis do planejamento original para a safra 2026/27. A empresa redirecionou parte dessas terras para culturas de cobertura e milho de verão, ao mesmo tempo em que reduziu em 70% a área destinada ao algodão de primeira safra. A decisão prioriza talhões irrigados e busca diminuir a exposição aos efeitos do El Niño, previsto para atingir intensidade muito forte entre setembro e novembro de 2026 e se estender até o início de 2027.
Previsão climática e regiões afetadas
As áreas de produção da BrasilAgro no Centro-Norte e no Sul do Brasil devem sentir os impactos da irregularidade de chuvas causada pelo fenômeno. O CEO André Guillaumon explicou que a redistribuição do uso das terras considera risco produtivo, fertilidade do solo e controle de água. Essa estratégia permite antecipar compras de insumos e adaptar o manejo às condições esperadas.
Redução no algodão e diversificação de culturas
A redução de 70% na área de algodão de primeira safra concentra-se em talhões irrigados, onde o controle hídrico é mais eficiente. Áreas de sequeiro foram substituídas por milho de verão e plantas de cobertura, que oferecem melhor adaptação às margens apertadas e aos custos elevados do cultivo. A medida também protege solos em fase de desenvolvimento, mais suscetíveis aos efeitos prolongados do El Niño.
A BrasilAgro avalia que essas mudanças reduzem riscos sem comprometer a produtividade geral da safra 2026/27. A priorização de culturas com menor demanda hídrica e a antecipação de insumos reforçam a resiliência operacional diante das projeções climáticas. O planejamento atualizado reflete uma gestão focada em sustentabilidade e eficiência no uso dos recursos disponíveis.