O Exército Brasileiro destacou mais uma vez a participação de cavalos da Coudelaria de Rincão no desfile de 7 de Setembro de 2026, realizado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Os animais, criados e treinados em São Borja, no Rio Grande do Sul, integraram a tropa do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, conhecido como Dragões da Independência, e percorreram o percurso cerimonial com precisão. A presença deles reforça tanto a tradição histórica quanto a capacidade operacional da força em diferentes cenários.
Criação e raças na Coudelaria de Rincão
A Coudelaria de Rincão mantém um programa de seleção genética que envolve as raças Brasileiro de Hipismo, Crioula, Puro-Sangue Inglês, Bretã e Polo Argentino. O processo de criação e adestramento pode durar até cinco anos, período em que os equinos recebem manejo especializado e são expostos gradualmente a estímulos variados. Essa estrutura garante animais saudáveis e adaptados tanto às exigências de desfiles quanto às missões em terrenos de difícil acesso.
Treinamento militar e preparação para o desfile
O treinamento militar rigoroso prepara os cavalos para suportar ruídos intensos, multidões e ambientes urbanos. Técnicas de doma e condicionamento progressivo são aplicadas diariamente, sempre com foco na segurança dos animais e dos militares. No desfile de 7 de Setembro, essa preparação se traduziu em desfiles calmos e coordenados, demonstrando o resultado de anos de trabalho contínuo.
Tradição da cavalaria e uso operacional
Além das cerimônias, os cavalos da Coudelaria de Rincão cumprem missões operacionais em áreas onde veículos não conseguem chegar, mantendo viva a ligação histórica da cavalaria brasileira com a formação do país. O Exército Brasileiro preserva essa tradição como parte de sua identidade institucional, combinando valor histórico com utilidade prática em operações específicas. A participação no desfile reforça esse compromisso com a memória e a funcionalidade das tropas montadas.