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Deriva na pulverização agrícola: causas, perdas e como reduzir o problema

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Foto: DIvulgação
Foto: DIvulgação

A deriva durante a pulverização agrícola representa um desafio persistente para produtores rurais no Brasil, gerando perdas econômicas, impactos ambientais e potenciais conflitos jurídicos. Especialistas alertam que o deslocamento de gotas ou partículas fora da área-alvo compromete a eficiência das aplicações e eleva os custos operacionais. O químico industrial e pesquisador Marcelo Hilário, responsável técnico da Sell Agro, destacou o tema com base em orientações de instituições como Embrapa, EPA e FAO.

Causas e fatores que influenciam a deriva

O fenômeno ocorre principalmente pelo tamanho inadequado das gotas, velocidade do vento, temperatura elevada, baixa umidade relativa, altura excessiva da barra e escolha incorreta de pontas. Esses elementos combinados fazem com que parte do defensivo nunca alcance o alvo. A regulagem precisa dos equipamentos, o uso de pontas antideriva e o respeito à janela climática são medidas fundamentais para minimizar o problema. Tecnologias digitais de monitoramento também auxiliam na tomada de decisão em tempo real.

Consequências para a rentabilidade e o ambiente

Quando a deriva acontece, há desperdício de insumos, redução da eficácia no controle de pragas e doenças e aumento dos gastos com reaplicações. Além disso, o fenômeno pode causar danos a áreas vizinhas e gerar questionamentos legais. Em uma agricultura orientada por produtividade e responsabilidade ambiental, cada litro aplicado precisa cumprir sua função original para preservar a margem de lucro da propriedade.

A deriva é um desperdício invisível. Muitas vezes o produtor vê o tanque vazio e acredita que toda a aplicação foi eficiente, mas parte daquele produto pode nunca ter chegado ao alvo.

Marcelo Hilário

Recomendações para aumentar a eficiência das aplicações

Produtores devem priorizar a manutenção periódica dos pulverizadores e a seleção de pontas adequadas ao tipo de cultura e às condições do momento. O respeito aos parâmetros ambientais recomendados por órgãos como a Embrapa evita aplicações ineficazes. A pergunta não deve ser apenas qual produto foi utilizado, mas quanto dele realmente chegou ao alvo, com que uniformidade e em quais condições ambientais. Um pulverizador moderno, mal regulado e operado fora da janela climática, continua sendo uma máquina extremamente eficiente para errar com precisão. Em uma agricultura cada vez mais orientada por produtividade, rastreabilidade e responsabilidade ambiental, reduzir a deriva significa proteger a rentabilidade da lavoura, diminuir desperdícios e garantir que cada litro aplicado cumpra exatamente a função para a qual foi adquirido.

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