Duas novas cultivares de algodão desenvolvidas pela Embrapa em parceria com a Lyntera foram apresentadas entre 22 e 24 de setembro de 2026 durante o 15º Congresso Brasileiro do Algodão, realizado no Expominas, em Belo Horizonte. As variedades combinam melhoramento genético com as biotecnologias Bollgard II RRFlex e Bollgard 3 RRFlex, oferecendo resistência a nematoides, lagartas e doenças como a ramulária, além de alta produtividade e tolerância ao glifosato. A iniciativa busca atender produtores de vários estados brasileiros que enfrentam pressão fitossanitária intensa na safra 2025/26.
Os materiais foram recomendados para regiões com histórico de problemas causados por Meloidogyne incognita e Rotylenchulus reniformis. Segundo estimativa da Conab divulgada em 15 de setembro de 2026, a produção nacional de algodão deve se beneficiar da maior estabilidade produtiva proporcionada por essas cultivares em sistemas de média e alta tecnologia.
Características das novas cultivares
As cultivares foram criadas para ampliar as opções disponíveis em áreas com alta incidência de pragas e doenças. A proteção contra lagartas e a tolerância ao herbicida glifosato permitem manejo mais eficiente, enquanto a resistência aos nematoides contribui para reduzir perdas que historicamente afetam a produtividade do algodão.
Benefícios para o setor algodoeiro
Fitopatologistas como Nelson Suassuna destacam que as novas variedades aumentam a segurança da lavoura ao integrar múltiplas resistências em uma única planta. Produtores que adotarem as cultivares poderão contar com maior previsibilidade de colheita, especialmente em regiões onde nematoides e ramulária limitam o potencial produtivo.
Recomendações por região
As recomendações técnicas elaboradas pela Embrapa orientam o uso das cultivares em diferentes estados, considerando as condições de solo e clima locais. A estratégia visa fortalecer a cadeia do algodão com materiais adaptados às demandas atuais do mercado e às exigências fitossanitárias do país.